Direto da redação
Os indícios de fraudes financeiras no Brasil atingiram um patamar histórico no primeiro semestre de 2026, ultrapassando a marca de nove milhões de registros. Esse volume representa um crescimento de dez por cento em relação ao semestre anterior, quando foram contabilizadas oito milhões de ocorrências. De acordo com o levantamento feito pela empresa Quod, o aumento expressivo reflete o aperfeiçoamento dos sistemas de segurança das instituições bancárias. A entrada em vigor da Resolução 501 do Banco Central fortaleceu os mecanismos de controle.
A ampliação do compartilhamento de informações entre os bancos possibilitou a rápida identificação de tentativas de golpe que antes passavam despercebidas. A análise foi estruturada com base no Registro Unificado de Fraudes, uma plataforma colaborativa que reúne dados do mercado de crédito. Esse sistema integrado ajuda a monitorar padrões criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e realizar bloqueios preventivos de transações suspeitas. As ferramentas digitais permitiram antecipar ameaças e proteger correntistas em todo o território nacional.
Engenharia social e uso do celular lideram os golpes
O ambiente digital continua sendo o principal canal utilizado pelas organizações criminosas para aplicar golpes financeiros na população. Os telefones celulares estiveram presentes em quase oitenta por cento das ocorrências registradas ao longo do período analisado. Além disso, as contas correntes apareceram na imensa maioria dos casos, enquanto o Pix permaneceu como o meio preferido para movimentação ilícita de recursos. A engenharia social foi a modalidade mais frequente, baseando-se na manipulação psicológica direta das vítimas.
Mais de três milhões de registros no período foram decorrentes de táticas manipulativas para convencer cidadãos a realizar transferências imediatas. O perfil das vítimas revela que os jovens entre dezoito e trinta e quatro anos foram os mais atingidos pelos estelionatários. Além da idade, o levantamento apontou que a maior parte das pessoas lesadas possui renda de até dois salários mínimos nacionais. O estudo revelou ainda que quase oitocentas mil pessoas sofreram com golpes mais de uma vez no mesmo semestre.
Fortalecimento do sistema e orientações de prevenção
O Portal PRMAIS apurou que os especialistas enfatizam que o aumento dos números reflete a maior capacidade do sistema financeiro em mapear os crimes. A melhoria nos processos de registro não significa necessariamente uma explosão isolada nas investidas criminosas nas ruas. Para evitar novas perdas financeiras, as entidades orientam que os consumidores redobrem os cuidados nas transações via aplicativo. É fundamental desconfiar de mensagens com links suspeitos, recusar pedidos urgentes de dinheiro e jamais ceder dados para terceiros.
