Registros visuais capturados a partir da cabine de comando de aeronaves mostram a impressionante e amedrontadora força da natureza em altitudes elevadas. Imagens de raios cortando o céu e formações massivas de nuvens carregadas reforçam o desafio constante enfrentado pela aviação comercial e executiva ao cruzar áreas afetadas por instabilidades atmosféricas severas e precipitações torrenciais localizadas (cloudbursts).
Riscos da aviação diante das nuvens Cumulonimbus
As formações conhecidas como Cumulonimbus gigantescas nuvens de tempestade que podem ultrapassar 15 quilômetros de altura concentram as condições mais hostis para o tráfego aéreo. No interior dessas formações ocorrem correntes de ar ascendentes e descendentes de alta intensidade, turbulência severa, granizo de grande porte, cisalhamento do vento (windshear) e descargas elétricas frequentes.
Apesar da resistência estrutural das aeronaves modernas, a orientação das autoridades mundiais de aviação é nunca atravessar o núcleo dessas células de tempestade. Para isso, os pilotos utilizam radares meteorológicos digitais de última geração acoplados ao painel de bordo. O equipamento mapeia a densidade de água e o topo das nuvens em tempo real, permitindo que a tripulação solicite ao controle de tráfego aéreo o desvio do trajeto com milhas de antecedência e em total segurança.
