Direto da redação
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa 2026 adiciona um capítulo sombrio à rica trajetória do futebol nacional. O resultado amargo representa o pior desempenho do Brasil no torneio ecumênico desde a Copa de 1990, quando a equipe caiu na mesma fase diante da rival Argentina. Além do impacto imediato, a queda em solo norte-americano carrega o peso histórico do jejum, já que a Seleção Canarinho completará um hiato inédito de 28 anos sem erguer a taça mais cobiçada do planeta.
Os maiores vexames em solo nacional
O maior paralelo recente na memória do torcedor é o catastrófico 7 a 1 sofrido diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014, realizada no Estádio do Mineirão. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Brasil sofreu um apagão tático sem precedentes, sofrendo quatro gols em um curto intervalo de apenas seis minutos no primeiro tempo.
Outra tragédia em casa ocorreu no histórico Maracanaço de 1950, quando a Seleção precisava de apenas um empate contra o Uruguai no quadrangular final para se sagrar campeã. Friaça abriu o placar para os donos da casa, mas os uruguaios buscaram uma virada dramática por 2 a 1, calando mais de 150 mil pessoas nas arquibancadas do Rio de Janeiro.
Mistérios e o fim do futebol-arte
O ano de 1998 também ficou marcado pela traumática derrota por 3 a 0 na grande final contra a anfitriã França, um jogo envolvido pelo mistério da convulsão de Ronaldo Fenômeno. Horas antes da partida no Stade de France, o principal astro do time passou mal no hotel, o que desestabilizou psicologicamente todo o elenco comandado por Zagallo. Em campo, os franceses dominaram completamente as ações e o craque Zinédine Zidane brilhou intensamente ao marcar dois gols de cabeça na decisão.
Já em 1982, o Brasil chorou a famosa Tragédia do Sarriá, quando a icônica equipe de Telê Santana, Zico, Sócrates e Falcão acabou eliminada pela Itália na segunda fase da competição. Aquele esquadrão encantava o mundo inteiro com o chamado “futebol-arte”, priorizando a criatividade, o talento e os lances plásticos no setor ofensivo. O atacante Paolo Rossi transformou-se no grande carrasco brasileiro ao anotar três gols na vitória italiana por 3 a 2, sepultando o sonho do tetracampeonato.
