Nesta quinta-feira (1/10), em que se celebra o Dia Internacional do Café, a capital paranaense tem motivos de sobra para brindar. O recém-divulgado ranking The South America’s 100 Best Coffee Shops 2026 colocou Curitiba em absoluto destaque no cenário continental, elegendo duas referências locais entre as melhores cafeterias da América do Sul: o Lucca Cafés Especiais, coroado na espetacular 4ª posição, e o Royalty Café, que conquistou o 57° lugar.
Mais do que prêmios, essa conquista traduz a sinergia perfeita entre gastronomia e turismo, mostrando como a identidade de uma cidade pode ser construída por meio de aromas, sabores e muito rigor técnico.
Caminhar por Curitiba hoje é perceber que o café deixou de ser apenas um hábito matinal para se transformar em uma experiência sensorial e turística. E chegar a esse patamar não foi obra do acaso. É fruto de pioneirismo e visão de longo prazo, como bem demonstra a empresária e mestre de torra Georgia Franco de Souza, à frente do Lucca desde 2002. Numa época em que o brasileiro mal distinguia os grãos comerciais, Georgia buscou especialização na Suécia para introduzir no país a cultura do café especial aquele que atinge no mínimo 80 pontos na rigorosa avaliação da Specialty Coffee Association.
O sucesso do Lucca, assim como o da Royalty Café fundada no coração histórico da Rua São Francisco pelos sócios Daniel Munari e Zeca Domenico, revela um dos maiores diferenciais da cena curitibana: o crescimento em comunidade. Mais do que vender um excelente produto com torrefação própria, essas casas entenderam que o segredo está na formação. O Lucca, por exemplo, abriga desde 2006 uma escola de baristas que já formou dezenas de campeões brasileiros e capacita dezenas de novos profissionais por mês, gerando uma rede de excelência que abastece e eleva o nível de todo o mercado. Daniel Munari, inclusive, é fruto dessa mesma escola antes de abrir o seu próprio espaço.
Esse ecossistema vibrante não passa despercebido por quem visita a cidade. Turistas de diferentes partes do mundo dos Estados Unidos à China já incluem as cafeterias curitibanas em seus roteiros de viagem. Entendendo esse potencial, iniciativas públicas e privadas, como o grupo de trabalho de cafés especiais dentro do movimento Curitiba Gastronômica, vêm unindo forças para consolidar a capital como um polo incontornável da cultura cafeeira, mapeando experiências e criando selos de qualidade.
