Direto da redação
Os desdobramentos políticos das investigações contra o vereador Lórens Nogueira (PP), acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de chefiar um esquema de “rachadinha”, ganharam um novo capítulo administrativo. O vereador Mauro Bobato (PP) protocolou um pedido de suspeição nesta terça-feira (2) para se afastar da Comissão Processante instalada na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), colegiado do qual havia sido sorteado como relator.
Bobato, que pertence ao mesmo partido do investigado, justificou o pedido à Mesa Diretora por meio de um ofício. No documento, o parlamentar argumenta que sua atual condição jurídica na Casa exige cautela. Ele ocupa a cadeira no Legislativo como suplente após a Justiça Eleitoral cassar os votos de outra chapa por fraude à cota de gênero.
Plenário decidirá destino da comissão na próxima segunda-feira
O ofício com o pedido de suspeição será submetido à análise e votação dos vereadores na próxima segunda-feira (8). Caso a maioria concorde com os argumentos de Bobato, ele será formalmente desligado e um novo integrante será escolhido imediatamente via sorteio em Plenário. Se o pedido for recusado pela maioria da Casa, o parlamentar do PP será obrigado a permanecer na função de relator da investigação;
Histórico de posses e a origem da vaga de Bobato
A chegada de Mauro Bobato à legislatura 2025-2028 ocorreu em meio a uma dança de cadeiras jurídica. Ele assumiu o mandato após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) anular os votos recebidos pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sob a acusação de descumprimento da cota de gênero na nominata de candidatos. Com o recálculo do quociente eleitoral pelo tribunal, o então vereador Toninho da Farmácia (União Brasil) perdeu a vaga.
A Comissão Processante foi aberta para apurar as pesadas acusações que pesam contra Lórens Nogueira. O caso explodiu no dia 26 de maio, quando o Gaeco deflagrou a Operação Déjà Vu. O Ministério Público deu início às investigações após receber denúncias anônimas de assessores, posteriormente corroboradas por novos depoimentos e provas materiais robustas que indicam que a prática de desvio de salários.
