Direto da redação
Uma nova reviravolta atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) com a divulgação de mensagens extraídas do telefone celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Os registros apontam menções diretas ao advogado Kevin Marques, filho do ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Os diálogos envolvem o envio do contato do advogado acompanhado da indicação de um suposto pagamento mensal de R$ 500 mil.
As informações foram reveladas pela imprensa poucas horas antes do início da sessão plenária de terça-feira (15). O vazamento do material ampliou as tensões no Tribunal, motivando Nunes Marques a declarar publicamente seu impedimento para votar nas deliberações relacionadas às suspeitas sobre o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.
Mensagens enviadas por diretor jurídico indicam repasses e citam consultoria ligada a sócio
As conversas recuperadas pela perícia foram mantidas entre Daniel Vorcaro e Luiz Rennó, ex-diretor jurídico do Banco Master. Em um dos registros, datado de outubro de 2024, Rennó reportou o andamento de uma causa de interesse da instituição financeira no STF, afirmando que votos favoráveis haviam sido dados pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques.
Em diálogos posteriores, gravados em julho de 2025, Rennó voltou a enviar o contato de Kevin questionando a manutenção do valor mensal de R$ 500 mil. O material cita ainda a empresa Consult, vinculada a um sócio do advogado, listando a firma entre os credores de “pagamentos essenciais” do banco.
Ministro e advogado negam irregularidades e apontam ausência de transações bancárias
Durante a sessão no Plenário do STF, o ministro Kassio Nunes Marques refutou as acusações e declarou que seu filho jamais prestou consultorias jurídicas ou recebeu recursos do Banco Master. O magistrado ressaltou que atuou com absoluta isenção técnica em todas as causas relativas à instituição financeira.
