Direto da redação
Familiares e amigos de Odara Victor Moreira, de 29 anos, se reuniram em frente ao Fórum do Tribunal do Júri de Curitiba nesta quinta-feira para acompanhar de perto mais uma etapa do processo. A manifestação pacífica cobrou celeridade na apuração da morte da jovem, assassinada brutalmente dentro do próprio apartamento onde residia, localizado no bairro Portão. O crime de grande repercussão aconteceu em dezembro do ano passado e gerou forte comoção social.
A audiência de instrução e julgamento do caso ocorreu durante todo o período da tarde, mas nem todas as testemunhas de acusação e defesa previstas foram ouvidas pelo magistrado. Por conta dessa extensão dos depoimentos, uma nova data ainda deverá ser definida pela Justiça paranaense para dar continuidade aos trabalhos processuais. O rito é fundamental para definir se o acusado pelo assassinato da jovem enfrentará oficialmente o júri popular na capital.
Vítima foi morta a facadas e réu alega legítima defesa
Odara foi morta com quatro golpes de faca dentro do imóvel que dividia com o então marido, Lucas Souza, apontado em denúncia do Ministério Público como o principal suspeito. Conforme as investigações da Delegacia da Mulher, o crime aconteceu logo após a jovem manifestar o desejo de seguir a vida sozinha e recusar reatar o matrimônio. Por outro lado, a banca de advogados que representa o réu sustenta formalmente em juízo a tese de legítima defesa.
Durante a mobilização em frente ao prédio do fórum, parentes da vítima relembraram emocionados os últimos contatos mantidos com a jovem e pediram punição exemplar ao agressor. Colegas de trabalho também prestaram diversas homenagens à jovem portando cartazes e fotos. Odara atuava como funcionária administrativa da APP-Sindicato na capital paranaense, onde era descrita por todos os diretores e associados como uma profissional extremamente dedicada, competente e muito querida.
Parentes denunciam desaparecimento de pertences pessoais de Odara
Além do clamor por punição ao responsável, parentes denunciaram que pertences pessoais de Odara teriam sido usurpados logo após a constatação do crime de feminicídio. Segundo os relatos de tias e irmãs, objetos de valor comercial e afetivo como uma bicicleta de passeio, joias de ouro e peças de roupas sumiram do local. Um boletim de ocorrência específico por furto foi registrado na Polícia Civil para apurar a conduta da família do acusado.
