O dia 5 de julho virou sinônimo de trauma definitivo para o futebol brasileiro na história dos Mundiais. Após 44 anos da queda para a Itália em 1982, a Seleção repetiu o roteiro de decepção ao ser derrotada pela Noruega por 2 a 1, em Nova Jersey, sendo eliminada precocemente nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Carrasco escandinavo e tabus mantidos
O resultado mantém um incômodo tabu de 24 anos sem vencer europeus em mata-matas e consagra a Noruega como único país que o Brasil jamais derrotou. O grande carrasco da noite foi o astro Erling Haaland, que marcou duas vezes no segundo tempo, chegou a sete gols na competição e assumiu a artilharia do torneio.
A equipe comandada por Carlo Ancelotti pecou excessivamente pela falta de pontaria ao longo do confronto. No primeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti, enquanto nomes como Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior pararam nas grandes defesas do goleiro nórdico Nyland, que garantiu o placar zerado.
Castigo no fim e o fim do sonho
Na etapa final, nem mesmo as entradas de Endrick e Neymar mudaram o panorama de desperdício técnico da equipe canarinho. O castigo veio aos 34 minutos, quando Haaland subiu mais alto que a zaga para abrir o placar, ampliando logo depois, aos 44, em um contra-ataque letal que decretou a eliminação.
