O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) encerrou a III Jornada Respad Sul com um grande simulado integrado nesta sexta-feira (21). A atividade final foi realizada no município de Foz do Iguaçu e contou com efetivos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O treinamento encerra um ciclo de três etapas focadas em resgates durante grandes inundações e desastres naturais. O objetivo principal foi testar a interoperabilidade e a velocidade de resposta conjunta entre as corporações.
Atuação em corredeiras, salvamento noturno e uso da tecnologia de drones com posto de comando
As equipes operacionais enfrentaram cinco cenários práticos de alta complexidade em rios e cachoeiras da região fronteiriça. Entre os exercícios estavam resgates verticais com cordas na Ponte Tancredo Neves e buscas noturnas no Canal da Piracema. Para coordenar as forças-tarefas, um Posto de Comando foi montado no 9º Batalhão utilizando o Sistema de Comando de Incidentes. Drones transmitiram imagens aéreas ao vivo, enquanto a nova Base Móvel da corporação garantiu a autonomia.
O subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, destacou a relevância da integração prévia para situações de crise real. Segundo o oficial, alinhar a comunicação e a logística antes de um desastre evita desperdício de tempo e garante resgates seguros. O aprendizado acumulado pelas três corporações servirá de diretriz para padronizar procedimentos operacionais em todo o território nacional. A experiência prática fortalece a proteção de comunidades ribeirinhas vulneráveis a cheias repentinas.
Origem do programa nacional Respad Sul e histórico das etapas nos estados vizinhos
O programa foi idealizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública após as graves enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024. A primeira etapa ocorreu em junho no solo gaúcho, focando em deslizamentos de terra e estruturas colapsadas em cidades. A segunda fase foi sediada em julho no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, priorizando resgates urbanos alagados. O encerramento paranaense focou no uso de embarcações avançadas do tipo Rescue Runner em águas rápidas.
