Direto da redação
Pela primeira vez em mais de uma década de funcionamento contínuo, o Hospital Veterinário da UniFil realizou o acolhimento de um mão-pelada. Conhecido cientificamente como Procyon cancrivorus, o animal também é popularmente chamado de graxaim-brasileiro pela população local.
A presença da espécie na Região Metropolitana de Londrina é considerada extremamente atípica pelos pesquisadores e médicos veterinários da universidade. De acordo com informações fornecidas pela coordenadora do hospital, a médica veterinária Daniela Martina, o registro foi surpreendente.
Anatomia e sensibilidade tátil impressionante do guaxinim brasileiro
O mão-pelada pertence à família dos procionídeos, a mesma que abrange espécies bastante conhecidas pelo público como guaxinins e quatis. O animal apresenta uma pelagem característica que varia entre tons marrom-escuro, grisalho e avermelhado, acompanhada por uma marcante máscara preta facial.
Anatomicamente, o animal destaca-se por ser plantígrado, apoiando inteiramente a planta das patas no solo durante o deslocamento na vegetação. Um dos detalhes biológicos mais impressionantes da espécie é a sua acuidade tátil extremamente desenvolvida nas patas dianteiras. O mão-pelada possui cerca de quatro vezes mais receptores sensoriais nas mãos do que os seres humanos, facilitando a busca por alimentos na água.
Habitat, distribuição e estado de conservação do animal
Apesar da raridade no perímetro urbano de Londrina, a espécie possui uma ampla distribuição geográfica por todo o continente americano. Suas populações habitam desde a América Central até a América do Sul, estando presente em todos os biomas brasileiros registrados. O animal costuma viver nas proximidades de rios, lagoas e áreas alagadas, ajustando seus hábitos conforme as mudanças de estações do ano.
