Direto da redação
Moradores do município de Arapongas, localizado na região Norte do estado, estão denunciando uma série de irregularidades gravíssimas envolvendo sepultamentos ocorridos no Cemitério Municipal da cidade. Casos absurdos de supostas trocas de corpos e o desaparecimento completo de jazigos antigos. Existem também relatos assustadores apontando para a comercialização dupla de um mesmo túmulo para núcleos familiares diferentes.
Uma ocorrência específica envolvendo um túmulo vazio serviu como pontapé inicial para a abertura das investigações. Na ocasião, cerca de 60 dias após o sepultamento, parentes foram realizar uma visita de rotina e descobriram que a estrutura física e o corpo haviam sumido do local. A partir desse fato isolado, dezenas de outros moradores decidiram quebrar o silêncio e relatar episódios semelhantes.
Erros de gestão causam pânico e revolta em parentes de falecidos
Uma das denúncias que mais chamou a atenção das autoridades foi a do morador Fábio de Oliveira, que relatou sumiço da cova das filhas gêmeas. Segundo o relato do pai, as pequenas haviam sido sepultadas no mesmo espaço, mas ao retornar à quadra, não encontrou as identificações. No lote exato onde deveria estar o jazigo das crianças, o trabalhador constatou que um casal de desconhecidos havia sido enterrado recentemente.
De acordo com as leis do município de Arapongas, a transferência de terrenos ou exumação de restos mortais só pode ser realizada após o prazo de cinco anos. O decreto municipal prevê a reutilização de lotes públicos apenas em situações excepcionais de abandono total comprovado por editais. Contudo, os denunciantes asseguram que realizavam manutenções periódicas e jamais receberam qualquer tipo de notificação oficial sobre alterações ou retiradas de ossadas do local.
Executivo nega sumiço e se coloca à disposição da Justiça paranaense
A Prefeitura de Arapongas rebateu as acusações e garantiu que nenhum resto mortal sumiu da necrópole. A administração municipal informou que o processo faz parte de um recadastramento geral e que relatórios técnicos detalhados já foram enviados para o Ministério Público. Sobre as irmãs gêmeas, o executivo sustenta a regularidade e aguarda exames de DNA para encerrar o caso.
