Direto da redação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a vigência da bandeira tarifária verde para o mês de outubro. A decisão traz um alívio imediato para os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), ao extinguir a cobrança da taxa adicional que vigorava na conta de luz sob a bandeira amarela.
Na prática, os consumidores deixam de pagar a tarifa extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O retorno ao patamar sem custos adicionais reduz as despesas fixas operacionais das indústrias e do comércio local.
Recuperação dos reservatórios hidrelétricos motiva a transição
A decisão da Aneel fundamenta-se na consolidação e melhora do cenário hídrico no país. O volume recente de chuvas registrado nas regiões Sul e Sudeste impulsionou a recuperação dos níveis dos reservatórios de usinas hidrelétricas, garantindo maior estabilidade no volume operacional dos lagos das hidrelétricas que abastecem o parque fabril e as residências do Paraná.
Com o nível de água restabelecido, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduz a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja produção de energia tem custo substancialmente mais elevado devido ao consumo de combustíveis fósseis. A substituição do perfil térmico pelo hídrico assegura equilíbrio financeiro e modicidade tarifária na matriz energética nacional.
Mecanismo de sinalização tarifária orienta consumo consciente
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como uma ferramenta de transparência para que a população acompanhe mensalmente o custo real da geração de energia no Brasil. As modalidades amarela e vermelha (patamares 1 e 2) incidem acréscimos proporcionais ao consumo, sinalizando momentos de seca ou de estresse no sistema elétrico.
