A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu novamente, nesta quinta-feira (6), o homem acusado de agredir violentamente sua ex-companheira em Pitanga, na região Central do Estado. Esta é a segunda prisão do suspeito em um intervalo de apenas quatro dias. A nova detenção ocorreu após o agressor ir até a casa da família da vítima, apedrejar a residência, fazer ameaças e danificar o automóvel da mulher. O caso gerou forte repercussão devido ao histórico de agressões recentes na cidade.
Sinal de socorro na rua e soltura em audiência de custódia
A primeira prisão em flagrante havia ocorrido na segunda-feira (3), quando o homem invadiu o imóvel da vítima e a agrediu com socos, chutes e um cabo de vassoura. Na ocasião, a mulher foi forçada a caminhar pela rua ao lado do agressor e conseguiu fazer o sinal universal de pedido de socorro. Testemunhas notaram o gesto com as mãos, intervieram para resgatá-la e acionaram a Polícia Militar. O gesto de emergência foi fundamental para livrá-la da violência contínua.
Apesar da gravidade dos fatos, o agressor foi liberado sem fiança na terça-feira (4) durante audiência de custódia a pedido do Ministério Público. A Justiça impôs cautelares básicas, mas não determinou o afastamento nem proribuiu a aproximação em relação à vítima naquele momento. A decisão abriu brecha para que o homem voltasse a perseguir a ex-companheira e seus familiares no dia seguinte. O novo ataque revoltou moradores e levantou questionamentos sobre a rede de proteção às mulheres.
Medida protetiva de urgência e prisão preventiva decretada
Após a residência ser atacada com pedras, a vítima solicitou formalmente uma medida protetiva de urgência à Justiça do Paraná. Com os novos elementos e o risco iminente à integridade da mulher, a autoridade policial e o Judiciário decretaram a prisão do investigado. O homem foi localizado pelas equipes policiais, detido e encaminhado diretamente ao sistema penitenciário.
A violência doméstica segue mobilizando órgãos de segurança e entidades de defesa dos direitos da mulher no Paraná. Especialistas reforçam a importância de denunciar qualquer descumprimento de medidas e atitudes de perseguição aos canais oficiais de socorro. A Polícia Civil prossegue com os trâmites do inquérito para concluir a responsabilização penal do infrator pelos crimes comatidos. Para acompanhar mais notícias de segurança pública, justiça e defesa da mulher, continue no nosso portal.
