Direto da redação
O Instituto Butantan reiterou publicamente que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido em centros de pesquisa na Região Sul. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da imunização após a notificação de reações adversas graves em pacientes de estados do Sudeste.
O estudo clínico científico pretende investigar como as populações que nunca tiveram contato prévio com o vírus da dengue reagem à fórmula do imunizante. O foco principal dos pesquisadores está concentrado na população idosa, avaliando detalhadamente a segurança do composto e comparando as respostas biológicas por meio de exames de sangue laboratoriais.
Baixa incidência da doença motivou escolha de municípios do Sul
A maior parte das vagas abertas para voluntários é voltada para cidadãos que possuem idade entre 60 e 79 anos completos. O cronograma oficial estabelece que os acompanhamentos clínicos serão realizados de forma rigorosa ao longo do período de um ano. As estruturas de análise estão operando nas cidades gaúchas de Porto Alegre e Pelotas, além da capital paranaense, Curitiba.
Diretor defende critérios rigorosos para retomada de aplicação
A aplicação em massa do imunizante na população geral foi interrompida pelas autoridades sanitárias para permitir o estudo aprofundado de casos pontuais específicos. As equipes de vigilância investigam ocorrências de reações adversas graves que culminaram em dois óbitos sob suspeita de relação com o lote distribuído.
O diretor do Instituto Butantan, médico Ésper Kallas, ressaltou a importância de compreender a natureza técnico-científica dessa investigação rigorosa antes de tirar conclusões precipitadas. O especialista demonstrou total confiança de que o imunizante representa uma arma indispensável no combate de longo prazo à proliferação da dengue no Brasil.
