Direto da redação
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan. A medida de precaução foi tomada após o sistema de vigilância identificar 42 episódios de reações adversas graves. Entre as notificações registradas pelas autoridades sanitárias, três pessoas precisaram de internamento hospitalar e duas evoluíram para óbito.
A suspensão nacional afeta exclusivamente as doses produzidas pelo Butantan enviadas para estratégias específicas de monitoramento populacional. A aplicação do imunizante Qdenga, desenvolvido pelo laboratório internacional Takeda, continua ocorrendo normalmente na rede pública brasileira. Até o final de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan haviam sido aplicadas.
Comitê de especialistas investiga histórico clínico dos pacientes
Os casos mais severos foram formalmente analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância e pela Câmara Técnica de Imunizações. Um grupo de cientistas renomados vai avaliar o histórico clínico dos pacientes e a presença de comorbidades preexistentes. Das doses aplicadas no país, cerca de 0,7% dos vacinados relataram sintomas leves semelhantes aos da dengue.
Os óbitos registrados sob investigação envolvem uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. Ambos os pacientes desenvolveram quadros clínicos graves de choque e comprometimento neurológico dias após receberem a dose. Uma terceira paciente de 39 anos chegou a necessitar de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva, mas se recuperou.
Monitoramento especial e orientações para os pacientes vacinados
A orientação oficial é procurar imediatamente uma unidade básica de saúde caso surjam dores abdominais ou vômitos persistentes. Tonturas intensas, sangramentos espontâneos ou desidratação severa também são sinais de alerta que exigem avaliação médica rápida. Em nota oficial, o Instituto Butantan reiterou o compromisso com a transparência e a segurança da população.
