Direto da redação
Um susto enorme marcou a madrugada deste domingo (31) para moradores do município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Um prédio de dois pavimentos, que abrigava um estabelecimento comercial e três residências familiares, sofreu um desabamento parcial. Apesar da gravidade do colapso estrutural e do volume de destroços espalhados pela via pública, milagrosamente ninguém ficou ferido.
O incidente ocorreu por volta das 4h30, na Rua João Alves Figueiredo, localizada no bairro Quissisana. De acordo com o relato das testemunhas, os moradores de todas as residências estavam dormindo no momento em que foram acordados por um forte estrondo seguido pelo tremor das paredes. Em poucos segundos, uma ala inteira do imóvel cedeu, vindo abaixo lajes, colunas de sustentação, paredes de alvenaria e toda a estrutura do telhado.
Moradias afetadas, recém-nascido e destruição de automóveis
Todas as três moradias foram severamente impactadas e danificadas. Em uma das residências atingidas vivia um casal acompanhado de um bebê recém-nascido. A queda da fachada e dos pilares esmagou dois automóveis que estavam estacionados regularmente na frente do comércio. Os veículos atingidos pertenciam ao açougueiro Júlio César, morador do local, e ao seu filho.
Interdição imediata da Defesa Civil e perícia técnica
Equipes da Defesa Civil municipal foram acionadas nas primeiras horas da manhã de domingo para realizar uma vistoria técnica emergencial no local. Diante do comprometimento severo da fundação e das paredes remanescentes, os agentes decretaram a interdição total da estrutura por tempo indeterminado devido ao risco iminente de novos desabamentos.
As famílias precisaram recolher documentos essenciais e deixar o endereço às pressas, buscando abrigo provisório em residências de outros parentes. O perímetro do mercado foi totalmente isolado para evitar a circulação de pedestres e curiosos sob a área de risco. Engenheiros da prefeitura e órgãos competentes devem conduzir uma análise técnica detalhada nos próximos dias para apurar as causas reais do colapso.
