Direto da redação
Uma cobrança de dívida de entorpecentes terminou em violência extrema na madrugada deste domingo (31), no distrito de Agro Cafeeira, no interior do estado. Uma tentativa de agressão motivada pelo tráfico resultou em um homem morto e outros três feridos. O confronto mobilizou equipes policiais e socorristas nas primeiras horas do dia.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente pelo Centro de Operações (COPOM) para prestar apoio a uma equipe do SAMU. A solicitação inicial indicava um suposto ferimento por arma branca envolvendo uma mulher. No entanto, ao chegarem a uma kitnet no endereço indicado, os policiais e socorristas depararam-se com uma cena de homicídio com um homem já em óbito no chão do imóvel, apresentando múltiplas perfurações pelo corpo.
Emboscada, luta corporal e reação em legítima defesa
Dois homens invadiram a kitnet durante a madrugada após arrombarem a porta principal, portando um pedaço de madeira e uma faca. Os invasores iniciaram uma série de agressões físicas violentas contra os dois irmãos que residiam no local. Durante a luta corporal para salvar a própria vida, um dos irmãos conseguiu desarmar um dos agressores, tomando-lhe a faca e desferindo os golpes para defender a si e ao irmão.
Perícia no local e cerco policial em hospital da região
Durante o trabalho de isolamento e preservação do local do crime, os peritos criminais localizaram uma faca quebrada alojada sob o corpo do homem que morreu na kitnet. O objeto foi recolhido e passará por perícia técnica. O segundo autor do arrombamento, que havia conseguido fugir do local mesmo baleado ou esfaqueado, foi localizado horas mais tarde por equipes do setor de inteligência da PM no Hospital Padre Tezza.
A ocorrência mobilizou também equipes da Polícia Militar de Céu Azul, que prestaram apoio logístico no perímetro até a chegada da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML), responsável pelo recolhimento do corpo. Os irmãos sobreviventes foram conduzidos à Central de Flagrantes para prestar depoimento formal à autoridade de polícia judiciária, que deve tipificar o caso como legítima defesa.
