Direto da redação
Uma operação da Receita Federal resultou na apreensão de um carregamento de smartphones e medicamentos de alto custo que estavam escondidos em um sofisticado sistema de compartimentos falsos no interior de veículos. A ação foi deflagrada na região de Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Paraná, após levantamentos e cruzamentos de dados conduzidos pelas equipes aduaneiras de Maringá.
Os agentes localizaram os dois veículos utilizados no transporte ilegal — ambos alugados em locadoras de grande porte — estacionados no pátio de um shopping center. Durante a abordagem inicial, os três ocupantes tentaram despistar a fiscalização assegurando que carregavam apenas lembranças e mercadorias dentro da cota permitida por lei para trazer do Paraguai, exibindo algumas sacolas dispostas no porta-malas.
Engenharia do crime: Falsas baterias ligadas à fiação dos carros
A farsa ruiu quando os servidores da Receita Federal decidiram abrir o capô e realizar uma varredura mecânica minuciosa na estrutura interna dos automóveis. A vistoria revelou uma tática de engenharia sofisticada para tentar burlar blitze rodoviárias.
Os criminosos esvaziaram o interior de baterias automotivas tradicionais e adaptaram o espaço para servir como baú para os eletrônicos. Para evitar suspeitas, os cabos elétricos originais dos carros estavam conectados normalmente a essas falsas baterias, simulando um funcionamento de rotina. Os mecânicos a serviço do contrabando adaptaram o motor dos carros para operar e dar a partida por meio de uma segunda fonte de energia oculta.
iPhones de última geração, Tirzepatida e prisão na Polícia Federal
O balanço final das caixas abertas impressionou as autoridades pelo alto valor agregado dos produtos de última geração e insumos estéticos. Toda a carga e os veículos foram avaliados em mais de R$ 600 mil. Os envolvidos confessaram aos agentes que o plano era retirar as mercadorias da fronteira do Paraná e rodar até a cidade de Goiânia (GO).
