Direto da redação
Consolidado como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil desde o seu lançamento pelo Banco Central (BCB) em 2020, o Pix transformou a rotina financeira do país pela sua agilidade. No entanto, essa mesma rapidez no processamento de transferências atrai organizações criminosas que se especializaram em aplicar fraudes financeiras utilizando engenharia social.
A primeira regra de ouro em caso de fraude é agir contra o relógio. Como os valores transferidos costumam circular rapidamente entre contas de laranjas ou ser sacados em espécie, cada minuto conta. O delegado Emmanoel David, da Delegacia de Estelionatos da Polícia Civil do Paraná (PCPR), esclarece que a vítima deve procurar sua instituição financeira sem perda de tempo.
Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED)?
Para dar suporte às vítimas de fraudes, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta exclusiva para casos de golpes, estelionatos ou falhas operacionais do sistema. O pedido do MED não é feito diretamente pelo cidadão ao Banco Central, mas sim pela própria instituição financeira da vítima após a abertura da contestação interna.
O passo a passo para registrar o Boletim de Ocorrência
Paralelamente ao contato bancário, a formalização jurídica do crime é fundamental para dar suporte às investigações policiais e serve como documento comprobatório exigido por compliance de muitas bandeiras bancárias. O boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online pelas delegacias eletrônicas estaduais ou presencialmente em uma unidade da Polícia Civil.
Adotar uma postura defensiva na internet continua sendo a blindagem mais eficiente. Antes de digitar a senha e confirmar qualquer envio de valores, confira pausadamente a tela de revisão de dados exibida pelo aplicativo do seu banco. Certifique-se de que o nome completo do destinatário, a instituição de destino e o valor digitado correspondem exatamente ao combinado, desconfiando sempre de mensagens com tom de urgência.
