Direto da redação
A Assembleia Legislativa aprovou, nesta semana, a nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná (PCPR). O texto sancionado moderniza a instituição após 44 anos de vigência do antigo estatuto (instituído pela Lei Complementar nº 14 de 1982) e cria delegacias e departamentos exclusivos para asfixiar grandes facções, atuar em missões de alto risco e gerenciar dados estratégicos.
Entenda a divisão das novas frentes da Polícia Civil
DRACO (Investigação e Asfixia Financeira): Nasce com a missão legal de identificar, investigar e desarticular organizações criminosas que atuam em nível municipal, interestadual ou internacional no Paraná. O foco será o combate a quadrilhas com divisões claras de tarefas, mirando não apenas os executores de rua, mas as lideranças e as redes de lavagem de dinheiro.
DOESP (Ação Tática e Situações Críticas): Organiza o emprego de equipes de elite para gerenciamento de crises, missões de altíssima complexidade, resgate de reféns e investigações de extorsão mediante sequestro. Funcionará como o braço de suporte tático-operacional para todas as demais delegacias do estado.
DIP (Coordenação Estratégica): Ficará responsável pelo planejamento, supervisão e produção de relatórios de inteligência e contrainteligência de segurança pública, subsidiando a alta direção da PCPR com sigilo absoluto e mapeamento de ameaças reais ou potenciais.
Gestão Ratinho Junior já incorporou mais de 1,6 mil policiais
O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, classificou a nova legislação como um divisor de águas para proteger as famílias paranaenses. Segundo o secretário, a polícia agora tem o respaldo jurídico adequado para enfrentar crimes sofisticados e dinâmicos, como lavagem de dinheiro, crimes cibernéticos, corrupção e roubos de grande impacto social.
