Direto da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em São Paulo, a medida provisória que cria o programa Move Aplicativos, uma vertente do plano nacional Move Brasil. A iniciativa vai liberar uma linha de crédito especial de até R$ 30 bilhões para que taxistas e motoristas de plataformas digitais comprem automóveis zero-quilômetro com taxas de juros reduzidas e prazos estendidos.
Com recursos repassados pelo Ministério da Fazenda, a operação ficará sob a responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estimativa oficial é de que cerca de 1,4 milhão de trabalhadores em todo o território nacional cumpram os requisitos e fiquem aptos a acessar o financiamento, estimulando a venda de pelo menos 200 mil veículos novos nas concessionárias brasileiras.
Queda nos custos operacionais: Prestação cai pela metade
As simulações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços demonstram que o valor das parcelas do financiamento próprio pesará muito menos no orçamento mensal do que o aluguel comum. Um exemplo prático citado mostra que um veículo de R$ 100 mil, que consome cerca de R$ 4,2 mil mensais em locação, terá parcelas de aproximadamente R$ 2,5 mil pelo programa.
Menos burocracia e mais proteção social para os motoboys
O pacote de anúncios presidenciais também trouxe excelentes notícias para os trabalhadores que atuam sobre duas rodas nas grandes cidades. Uma segunda medida provisória focou em desburocratizar as regras da profissão de motofrete e mototaxista, extinguindo a obrigatoriedade do curso de especialização, o emplacamento com placa vermelha e a idade mínima de 20 anos para o exercício da atividade.
O Ministério da Secretaria-Geral da Presidência confirmou duas importantes ações de proteção aos entregadores: a construção de 100 pontos de apoio urbanos — equipados com banheiros, internet e salas de descanso — e uma alteração nos prontuários do SUS. A partir de agora, todo acidente de trânsito sofrido por motoboys em serviço será categorizado em hospitais e UPAs como acidente de trabalho.
