Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Penal (PPPR) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação contra a entrada ilegal de celulares em presídios. Quatro pessoas foram presas em cidades do Sudoeste, incluindo Pato Branco e Francisco Beltrão. A investigação mirou um esquema que envolvia monitores de ressocialização, detentos e seus familiares.
Celulares valiam fortuna no crime
As investigações revelaram que o grupo cobrava valores exorbitantes para facilitar a entrada dos aparelhos de comunicação nas unidades. Cada celular introduzido na cadeia custava cerca de R$ 10 mil para os interessados. Por esse motivo, os criminosos utilizavam transferências eletrônicas para contas pessoais dos investigados, geralmente logo após o ingresso de novos detentos.
Apreensões e cães de faro
Além das prisões em Chopinzinho e São João, os policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão. Com apenas um dos alvos, as equipes localizaram 43 aparelhos celulares que seriam destinados ao sistema penitenciário. Agora a polícia busca provas de corrupção passiva, ativa e associação criminosa.
Origem da investigação integrada
O trabalho começou após a apreensão de um único aparelho na Cadeia Pública de Pato Branco, o que serviu de fio da meada para os investigadores. Segundo Marcos Andrade, coordenador da PPPR, o caso reforça a importância da união entre as forças de segurança para manter a ordem. Por esse motivo, o delegado Helder Andrade Lauria explicou que o monitoramento financeiro foi crucial para identificar o fluxo do dinheiro ilícito.
Apesar das prisões efetuadas nesta manhã, o principal suspeito da investigação ainda se encontra foragido da justiça. Dessa forma, as buscas prosseguem em toda a região para localizá-lo e encerrar definitivamente as atividades desse grupo. A população pode colaborar enviando informações anônimas para as delegacias locais.
