Direito da redação
O Gaeco de Londrina, braço do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Fim da Trilha. A ação mirou um policial civil suspeito de comandar um esquema ilícito na 39ª Delegacia Regional de Polícia de Bandeirantes. Foram cumpridos mandados de busca na residência e no local de trabalho do agente investigado no Norte Pioneiro. No fim das contas, a operação contou com o apoio direto da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Esquema envolvia advogados e propina
As investigações apontam que o policial atuava como interlocutor em negociações criminosas com advogados e particulares da região de Cambará. O esquema consistia na omissão de atos de ofício mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas dos grupos. O suspeito deixava de lavrar prisões em flagrante de integrantes de organizações criminosas. Só que o policial também facilitava o ingresso de celulares em carceragens e restituía aparelhos apreendidos ilegalmente.
Afastamento imediato e tornozeleira
A Justiça determinou medidas cautelares rigorosas contra o servidor, incluindo o afastamento imediato de todas as suas funções públicas. O agente teve seu armamento recolhido e deverá utilizar monitoração eletrônica durante todo o processo de apuração dos fatos. Ele está proibido de acessar qualquer unidade policial do estado e de manter contato com testemunhas. A polícia busca agora comprovar crimes de corrupção passiva, associação criminosa e fraude processual.
Apreensões durante as buscas
O objetivo principal das buscas realizadas hoje foi a coleta de provas materiais, como computadores e dispositivos eletrônicos. As equipes também procuravam valores em espécie e documentos que pudessem confirmar a autoria dos ilícitos. Por esse motivo, todo o material recolhido passará por perícia técnica nos próximos dias em Londrina. No fim das contas, a operação busca sanear as instituições públicas de condutas que ferem a ética.
A Operação Fim da Trilha reforça o compromisso das autoridades paranaenses no combate à corrupção interna nas forças de segurança. A investigação segue em sigilo para identificar se outros servidores ou civis participavam ativamente das tratativas ilegais em Bandeirantes. Dessa forma, o Ministério Público espera desmantelar completamente a rede de influências criada pelo investigado no interior.
