A força da descarga elétrica percorreu todo o seu corpo, destruindo parcialmente a bota que ele usava e o celular que carregava. Outras duas pessoas que integravam o grupo também foram atingidas de forma secundária e sofreram ferimentos.
Surpresa no cume e resgate rápido
Em entrevista à RPC, o montanhista, que preferiu não ter a identidade divulgada, relatou que o tempo estava limpo no início da subida, mas fechou rapidamente com névoa perto do topo, sem sinais prévios de tempestade elétrica.
“Quando eu cheguei ao cume da montanha, a primeira descarga elétrica que teve foi em mim. Foi realmente bem inesperado”, detalhou.
O raio provocou queimaduras de 2º grau no tórax e nas pernas, de 3º grau nos pés, além de perfuração nos tímpanos e uma marca visível na cabeça. Graças à agilidade da equipe de apoio guiada por rádios, o resgate foi acionado imediatamente. O curitibano foi auxiliado na descida — utilizando parte do trajeto a cavalo até uma ambulância que aguardava na base.
Tratamento em Curitiba
Após receber os primeiros socorros em um hospital particular no Equador, onde passou por avaliações cardiológicas, cirúrgicas e otorrinolaringológicas, o montanhista foi liberado para retornar ao Brasil após a estabilização renal e cardíaca.
Ao desembarcar na capital paranaense, ele foi encaminhado diretamente ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, referência nacional no tratamento de queimados. Segundo a equipe médica, o paciente está lúcido, estável e conversando, com previsão de internação de três a quatro semanas para a continuidade dos curativos e recuperação total.
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