O Ministério da Saúde divulgou os resultados do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, acendendo o sinal de alerta para o controle de vetores no país. O levantamento revelou que 49,2% dos 3.732 municípios avaliados encontram-se em situação de alerta ou de risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O estudo reforça que o perigo continua dentro de casa: 42,3% dos criadouros identificados estão no ambiente doméstico, concentrados em vasos de plantas, garrafas e recipientes do uso diário. Em seguida aparecem os reservatórios de água (26,1%) e resíduos sólidos como pneus e garrafas PET (23%).
Panorama por regiões e clima
O perfil dos focos de reprodução varia conforme a região do país:
- Norte: lidera no acúmulo de resíduos e pneus.
- Nordeste: destaca-se na concentração de larvas em caixas d’água e tonéis.
- Sudeste, Sul e Centro-Oeste: registram maior incidência em pratos e vasos de plantas.
Com a proximidade do verão e os impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, os dados funcionam como um guia estratégico fundamental para que gestores públicos locais e a população intensifiquem as ações preventivas antes do período sazonal de maior contágio.
Avanços epidemiológicos em 2026
Apesar do estado de atenção exigido pelos índices do LIRAa, o Brasil apresenta um cenário epidemiológico significativamente mais controlado em comparação ao ano anterior.
Até o mês de setembro de 2026, os casos prováveis de dengue despencaram cerca de 70%, caindo de 1,5 milhão para 470,5 mil registros em relação ao mesmo período de 2025. As notificações de chikungunya e zika também seguiram a tendência de baixa, com reduções de 43% e 35%, respectivamente. A melhora nos indicadores é atribuída ao avanço de novas tecnologias de controle vetorial como o uso de armadilhas ovitrampas e a técnica Wolbachia somada ao trabalho contínuo dos Agentes de Combate às Endemias.
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