Direto da redação
A parlamentar Luiza Erundina (PSOL) alcançou uma marca histórica nas eleições de 2026 ao se tornar a parlamentar estadual mais idosa eleita em todo o território nacional. Aos 91 anos, a assistente social e mestre em ciências sociológicas conquistou a confiança de 169.567 eleitores paulistas, garantindo a 13ª colocação geral na disputa.
Natural de Uiraúna, no interior da Paraíba, Erundina construiu uma trajetória política de vanguarda no país ao se tornar, em 1989, a primeira mulher progressista a administrar a prefeitura de São Paulo. Após cumprir sua gestão na capital até 1992, ela migrou para o Congresso Nacional, acumulando sete mandatos consecutivos como deputada federal.
Legado legislativo de impacto social e combate ativo ao etarismo
A vitória de Luiza Erundina foi celebrada por especialistas e movimentos sociais como um importante avanço contra a discriminação por idade na política institucional. Segundo a cientista política Jacqueline Pitanguy, a presença continuada da líder paraibana no ambiente público demonstra que o envelhecimento pode agregar tolerância, sabedoria e profunda vivência prática ao debate democrático.
Além do trabalho histórico voltado à moradia e à infância, Erundina também é autora da Lei das Gestantes no SUS, que garante às futuras Mães o conhecimento prévio da maternidade de referência para o parto. No âmbito cultural e simbólico, sua atuação legislativa resultou na instituição do Dia Nacional do Forró, celebrado em homenagem a Luiz Gonzaga, e na concessão do título de patrono da Arquitetura Brasileira a Oscar Niemeyer.
Compromisso com o transporte público e fortalecimento da cidadania
Para o mandato que se inicia na Alesp, Luiza Erundina definiu como prioridade máxima a implementação da tarifa zero no transporte coletivo estadual, tratando a mobilidade urbana como um direito social fundamental. Sua plataforma de trabalho inclui ainda o combate intransigente à violência contra a mulher, a democratização dos meios de comunicação e a ampliação dos mecanismos de participação popular nas decisões orçamentárias.
