A ciência paranaense e brasileira alcançou um patamar inédito no cenário internacional. A Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sediada na Região Metropolitana de Curitiba, foi oficialmente designada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência (CR) em Florestas Plantadas.
O anúncio foi oficializado no último dia 2 de outubro, durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, na sede da entidade em Roma, na Itália. Trata-se do primeiro Centro de Referência da FAO voltado para florestas plantadas em todo o planeta, colocando o Paraná no epicentro das discussões globais sobre silvicultura sustentável.
Ciência, inovação e cooperação internacional
A missão do novo Centro de Referência é promover ciência, inovação e cooperação técnica para o desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, altamente resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas de forma inteligente aos sistemas agropecuários.
Segundo Zhimin Wu, diretor-geral adjunto da FAO e diretor da Divisão de Florestas, a criação desses centros representa um passo fundamental para conectar a expertise técnica às necessidades práticas dos países, acelerando a troca de conhecimento frente aos complexos desafios ambientais atuais.
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a honraria coroa quase 50 anos de pesquisas dedicadas ao desenvolvimento florestal no país. O hub será coordenado diretamente pela Embrapa Florestas, unindo o trabalho de 16 unidades da instituição em todos os biomas brasileiros, amparadas por um corpo científico robusto composto por 55 pesquisadores de referência e dezenas de ativos tecnológicos.
Eixos temáticos e atuação estratégica
O Centro de Referência atuará sob demanda em frentes essenciais para o futuro ambiental e econômico, divididas em eixos como:
- Silvicultura e Manejo Florestal Sustentável e Sistemas Integrados;
- Melhoramento Genético e Sanidade Florestal/Controle Biológico;
- Métricas de Carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE);
- Bioeconomia Florestal e Química Verde.
Com o reconhecimento, o Brasil passa a colaborar ativamente na capacitação técnica internacional, intercâmbio de conhecimento, apoio a políticas públicas globais e fortalecimento da cooperação Sul-Sul e triangular.
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