Sempre combati o extremismo cego e a politicagem rasa. Como jornalista, historiador e cidadão. E, mais uma vezm chego às vésperas do primeiro turno dessas eleições estarrecido com o nível a que a guerra de poder e a polarização ideológica arrastaram o debate público. Está tudo bem ser de direita ou de esquerda. Mas até quando o Brasil vai padecer com uma disputa estéril entre rótulos que nada constroem? E o último debate transmitido pela RPC/GLOBO expôs com clareza solar como o “vale-tudo” eleitoral tenta atropelar quem realmente tem projetos de governo, plano de trabalho e experiência comprovada na gestão pública.
O cenário observado na transmissão da últimas terça-feira, dia 29 de setembro, foi o retrato acabado do desespero de candidaturas que ruíram perante a força dos fatos. Vimos uma “aliança tácita”, de bastidor não-oficial e vergonhosa entre opostos no papel: de um lado, Sergio Moro (PL), desesperado porque não consegue subir nas pesquisas e assiste o sonho de fugir do segundo turno virar fumaça; do outro, Requião Filho (PDT), que vê suas chances de chegar à etapa final desvanecerem a cada dia.
Em vez de apresentarem soluções reais para a população, ambos uniram forças em um ataque sistemático, violento e coordenado contra Sandro Alex (PSD). O alvo não foi escolhido por acaso: Sandro é conservador, tem um histórico de trabalho tanto no legislativo quanto no executivo e é o candidato indicado por Ratinho Junior – o governador mais bem avaliado do país, trazendo nas costas o legado de uma gestão que transformou a infraestrutura, a educação e a segurança pública do Paraná.
Como bem apontam estudos e análises profundas sobre a ciência política contemporânea, o extremismo ideológico transforma a disputa eleitoral em uma arena de destruição mútua. O objetivo dessas candidaturas não é servir ao cidadão – seja ele de direita, esquerda, progressista ou humanista – ou cuidar das famílias, mas sim arrastar o debate para acusações pessoais que envergonham apenas o eleitor.
É de uma incoerência gritante ver Sergio Moro tentar dar lição de moral enquanto carrega a pecha de ter traído seus aliados históricos e ter viabilizado, com seu voto no Senado, a ida de Flávio Dino ao STF. Não dá pra entender Requião Filho tentar se fantasiar de paladino da coerência para atacar quem esteve na ponta trabalhando ao lado de mais de 300 prefeitos nesses últimos anos. É de um insulto à inteligência dos paranaenses.
Enquanto Moro e Requião trocavam afagos oportunistas no debate para tentar desconstruir o trabalho do grupo do PSD, Sandro Alex manteve a postura de quem conhece o Paraná de ponta a ponta. Ele pontuou os mais de 140 mil atendimentos habitacionais, as centenas de obras rodoviárias, o fortalecimento das polícias e a modernização do estado, provando que o trabalho sério resiste ao ruído dos desesperados.
A polarização política que adoece o país alimentou-se, mais uma vez, do ódio e da agressividade para mascarar a falta de preparo de quem não tem o que mostrar. Quando a única estratégia de um candidato é destruir o adversário em vez de apresentar propostas para os hospitais, escolas e estradas, fica evidente que o seu compromisso não é com o Paraná, mas com o próprio ego.
Cá entre nós, o paranaense não é ingênuo e repudia vigorosamente esse teatro orquestrado. A nossa gente é trabalhadora, ordeira e sabe que o estado alcançou a quarta maior economia do país e o melhor índice de educação da América Latina justamente por fugir das guerras ideológicas de Brasília e focar na gestão eficiente.
O eleitorado que vai às urnas neste domingo, dia 4 de outubro, tem em mãos uma escolha clara e decisiva: entregar o estado a uma aventura marcada por alianças de ocasião, ataques raivosos e desespero eleitoral, ou garantir a continuidade de um ciclo de progresso, estabilidade e investimentos que dá orgulho a quem vive nesta terra.
Seguirei firme no Portal PRMais defendendo o bom senso, a verdade e o desenvolvimento do Paraná. O nosso estado não pertence a grupos políticos obcecados pelo poder a qualquer preço; o Paraná pertence ao povo que trabalha e exige que a política continue sendo uma ferramenta de transformação e respeito. E encerro esse texto parafraseando o próprio Sandro Alex que, no último debate, disse: “no fim das contas, eu sou paranazão!”
