Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Científica localizaram, nesta quinta-feira (24), a ossada de Fernanda da Costa Gouvea no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. A vítima estava desaparecida desde 2018. O desfecho do caso, que permaneceu sem respostas por oito anos, ocorreu após o ex-companheiro da vítima, que já se encontra custodiado no sistema prisional, indicar às equipes policiais o local exato onde havia ocultado os restos mortais.
A investigação é conduzida pelo delegado Gabriel Girardi, titular da Delegacia de Polícia de Cerro Azul. O conjunto de provas reunido ao longo do inquérito aponta para os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, cometidos em um contexto marcado por extrema violência doméstica e episódios de terror contra familiares da vítima.
Identidade falsa, condenação prévia e rotina de agressões e ameaças
O desaparecimento ocorreu na zona rural de Cerro Azul, o suspeito utilizava os nomes falsos de “Anderson” ou “Everton“. Apurações posteriores revelaram que a falsificação de identidade visava esconder a condição de foragido da Justiça. Antes de sumir, Fernanda sofria graves agressões físicas do companheiro. Em um dos episódios relatados à polícia, uma das crianças da casa foi coagida pelo agressor a limpar o sangue da própria mãe espalhado pelo imóvel.
Após o sumiço da vítima, o homem abandonou um dos filhos de Fernanda com terceiros e passou a rondar os endereços de parentes para intimidação, criando um clima de medo que desencorajou denúncias imediatas. A farsa do suspeito começou a ruir ao ser abordado pela polícia em Curitiba, oportunidade em que tentou fornecer novamente o nome falso, mas acabou desmascarado e detido pelas autoridades.
Indicação do paradeiro dos restos mortais e andamento dos exames periciais
Mesmo sob custódia na Colônia Penal Agrícola, o homem chegou a tentar fuga ao receber uma nova ordem de prisão preventiva, mas foi recapturado pelo Departamento de Polícia Penal (Deppen). Durante o interrogatório, embora não tenha confessado formalmente a autoria do homicídio, o investigado concordou em guiar os agentes policiais até a área de mata onde a ossada foi enterrada.
