A responsabilidade socioambiental na indústria vai muito além da fabricação e distribuição de produtos. É o que demonstra o balanço recente da Font Life, tradicional indústria de água do Paraná, que destinou 297.034,90 quilos (quase 300 toneladas) de materiais para reciclagem e reaproveitamento entre janeiro e agosto deste ano.
O volume expressivo evidencia o controle rigoroso sobre os subprodutos gerados na linha de produção. A destinação adequada acontece por meio de um convênio com o projeto Nós Reciclamos, que emite relatórios e certificações anuais sobre a correta triagem e o encaminhamento dos resíduos para a cadeia produtiva, garantindo que os materiais ganhem um novo ciclo de vida em vez de virarem mero descarte.
Do total de quase 300 toneladas processadas nos primeiros oito meses do ano, a maior parte corresponde a embalagens e resíduos plásticos e de papelão utilizados no processo industrial:
- PET: 166.783,80 kg (polietileno tereftalato, usado em garrafas de bebidas);
- PEBD: 88.631,78 kg (polietileno de baixa densidade, plástico flexível);
- BOPP: 19.060,38 kg (filme plástico comum em rótulos e acabamentos);
- Papel ondulado: 18.374 kg (papelão para caixas e transporte);
- Metal não ferroso: 2.425,37 kg (como alumínio);
- PVC: 1.759,57 kg (policloreto de vinila).
Os resíduos orgânicos e materiais que não podem ser reciclados seguem diretamente para os serviços de coleta municipal, enquanto a água residual gerada nos processos industriais passa por um sistema rigoroso de tratamento em lagoas próprias, monitoradas por especialistas.
Sustentabilidade integrada à cultura empresarial
Para a diretoria da Font Life, o cuidado com os resíduos reflete uma mudança cultural profunda na forma de fazer negócios.
“Quando uma empresa produz, ela também precisa pensar no que acontece com aquilo que sobra. Não basta colocar um produto no mercado e considerar que a nossa responsabilidade terminou”, destaca o diretor administrativo Célio Baggio.
A visão é compartilhada pela diretora de qualidade da fábrica, Daniela Baggio Naimeg: “A responsabilidade ambiental não acontece em uma ação isolada. Ela está nas decisões tomadas dentro da fábrica. Separar corretamente cada material e acompanhar esse processo faz parte da nossa rotina”.
Instalada em Quitandinha, na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa acumula outras frentes de preservação e inovação sustentável. Além de manter mais de 1 milhão de metros quadrados de mata nativa preservada, a indústria investe em logística reversa, conta com uma usina solar própria com 830 painéis e caminha para a obtenção da certificação ISO 14001, somando-se à tradicional ISO 9001 que mantém há uma década.
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