Viajar pelo Brasil ficou mais pesado para o bolso dos passageiros. De acordo com os novos dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa aérea real média no mercado doméstico alcançou R$ 776,87 em agosto. O montante representa o maior patamar registrado desde dezembro de 2024, quando o tíquete médio ficou em R$ 813,80.
Menos assentos baratos e alta no combustível
Um dos principais fatores que contribuíram para a elevação do preço médio foi a retração na oferta de bilhetes promocionais. Historicamente, entre julho de 2024 e agosto de 2026, cerca de 47,2% dos assentos na aviação doméstica foram comercializados por até R$ 500. No entanto, apenas 34,8% dos bilhetes ficaram abaixo dessa faixa de preço em agosto. Na outra ponta, 9,2% dos assentos foram vendidos por valores superiores a R$ 1.500.
O encarecimento operacional também pesou na formação dos preços. O querosene de aviação (QAV) principal insumo das companhias aéreas atingiu a marca de R$ 4,98 por litro em agosto, registrando uma alta expressiva em relação aos meses anteriores.
O impacto também é refletido no yield aéreo real, indicador que mede o valor médio recebido pelas empresas por passageiro a cada quilômetro voados. Enquanto a média histórica recente ficava em R$ 0,5201 por quilômetro, o índice saltou para R$ 0,5834 em agosto, ficando 12,2% acima da média padrão.
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