Direto da redação
O estado do Paraná conquistou o primeiro lugar na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), levantamento elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o instituto Datafolha. O indicador mensura a eficácia das gestões estaduais em converter a receita pública disponível em entregas concretas nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças.
A metodologia do estudo cruza dados públicos oficiais das cinco áreas analisadas com a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita de cada unidade federativa. O objetivo central é identificar quais governos conseguem oferecer mais serviços de qualidade à população utilizando um volume proporcionalmente menor de recursos financeiros.
Disparidade entre arrecadação per capita e entrega de serviços
A principal constatação da pesquisa é que a fartura orçamentária não assegura, por si só, maior qualidade ou eficiência na prestação de serviços públicos. Pelo contrário: estados que figuram no topo do arrecadamento per capita — impulsionados por repasses federais e reduzida densidade demográfica — apresentaram os piores desempenhos no indicador global.
As 26 unidades da Federação avaliadas (o Distrito Federal foi excluído devido às peculiaridades de seu regime orçamentário) foram distribuídas em quatro faixas de desempenho em uma escala que varia de 0 a 1: Eficiente (índice igual ou superior a 0,550), Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente (índice inferior a 0,350).
Ponderação metodológica e desempenho por regiões
Na construção do índice, as áreas de educação e saúde receberam peso dobrado no cálculo final. A escolha metodológica justifica-se pela obrigatoriedade constitucional de vinculação e repasses mínimos de verbas para ambos os setores, estabelecida pela Constituição Federal de 1988.
