Direto da redação
A combinação entre geadas e períodos de seca rigorosa durante o inverno de 2026 tem exigido readequações urgentes no calendário agrícola brasileiro e gerado reflexos diretos nos preços praticados no varejo. Embora a chegada das massas de ar frio siga os padrões históricos da estação, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontam que as intensas oscilações térmicas diárias têm fragilizado a fisiologia das plantas.
Reflexo direto nos preços ao consumidor e impacto em culturas perenes
Os reflexos da perda de produção atingem as Centrais de Abastecimento (Ceasas), supermercados e feiras livres entre uma e duas semanas após a ocorrência dos eventos climáticos adversos. De acordo com o Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), alimentos com alto teor de água e ciclo rápido são os primeiros a registrar altas de preços ao consumidor final.
Nas culturas perenes, como café, citros e cana-de-açúcar, a queima de ramos e gemas florais causa prejuízos diluídos e de longo prazo. Nestes casos, os estragos provocados pelo frio intenso afetam o rendimento do ciclo atual e podem comprometer o potencial produtivo das safras nos anos subsequentes.
Agricultura de precisão e proteção física contêm perdas no campo
Para mitigar os riscos e conter o repasse excessivo de custos ao mercado, médios e grandes produtores rurais têm investido em tecnologia de ponta. O uso de agricultura de precisão, sensores de solo, estações meteorológicas locais e o cruzamento de dados com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), do Ministério da Agricultura, permite antecipar colheitas e otimizar a logística.
