Direto da redação
Um incêndio de grandes proporções atingiu um pensionato no Centro de Curitiba na noite de quinta-feira (17). As chamas concentraram-se em um dos cômodos da estrutura, mas a fumaça densa se alastrou rapidamente por todos os andares devido à arquitetura fechada da edificação. O sinistro deixou seis moradores feridos por intoxicação, exigindo atendimento médico imediato e a evacuação completa do imóvel pelas equipes de resgate.
Entre os feridos, cinco pessoas foram atendidas com quadro considerado moderado devido ao grande volume de fumaça inalado. No entanto, a situação mais crítica envolveu um idoso que sofreu severo comprometimento das vias aéreas. A vítima precisou ser intubada no local pelos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada em estado grave para o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.
Morador relata momentos de pânico e fuga desesperada pela janela do prédio
De acordo com relatos dos sobreviventes, o fogo começou de forma repentina na parte inferior do pensionato. O morador Victor Rodrigues contou que estava em seu aposento quando percebeu o cheiro forte de queimado, chegando a suspeitar que o problema fosse seu telefone celular carregando na tomada. Ao checar a janela, ele visualizou as labaredas saindo do quarto do andar de baixo e começou a gritar para alertar os demais residentes sobre o perigo.
O alastramento das chamas e o acúmulo de fuligem nos corredores bloquearam a rota de fuga convencional em questão de segundos. Diante do bloqueio das saídas internas, Victor precisou pular da janela de seu quarto para escapar da fumaça e não ser consumido pelo fogo. As demais vítimas foram retiradas com o auxílio do Corpo de Bombeiros, que conteve o avanço do incêndio para outros imóveis vizinhos da região central.
Perícia apura origens do fogo e avalia danos estruturais na edificação
A aspirante Vitória, do Corpo de Bombeiros, confirmou que a mobília e os pertences do cômodo onde o fogo começou foram completamente destruídos. A militar explicou que a característica enclausurada do prédio favoreceu o efeito chaminé, espalhando rapidamente o gás tóxico pelos demais aposentos e impossibilitando a respiração normal dos ocupantes antes da chegada do socorro.
