Diante do desconforto gerado por quadros como rinite sazonal, conjuntivite, asma e polinose, especialistas destacam a importância de adotar medidas preventivas antes mesmo de as crises se instalarem. É nesse cenário que a fisioterapia respiratória se destaca como uma ferramenta preventiva e terapêutica indispensável.
Prevenção e benefícios além da eliminação de secreções
Muito além de atuar apenas na remoção de catarro, a fisioterapia respiratória desempenha um papel fundamental no gerenciamento da função pulmonar e na recuperação da funcionalidade dos pacientes.
Segundo o professor Anderson Brandão dos Santos, docente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), a atuação é personalizada: “A fisioterapia respiratória é uma importante aliada quando a condição provoca alterações na ventilação, presença de catarro ou redução da capacidade física. Avaliando cada indivíduo de forma personalizada, é possível definir as melhores estratégias para contornar o desconforto”.
Entre os principais benefícios proporcionados pela especialidade, destacam-se:
- Melhora da ventilação pulmonar e redução significativa do esforço para respirar;
- Auxílio rápido na mobilização e eliminação de secreções retidas nas vias aéreas;
- Fortalecimento da musculatura torácica e aumento da tolerância aos esforços cotidianos;
- Prevenção de complicações graves decorrentes de quadros virais ou de imobilidade prolongada.
Indicações para todas as idades e cuidados na terceira idade
A técnica é recomendada para pacientes de todas as idades desde recém-nascidos com bronquiolite até idosos, abrangendo doenças crônicas como asma, DPOC e fibrose cística, além de infecções agudas (como pneumonias), reabilitação pré e pós-operatória e distúrbios como a apneia do sono.
Com a aproximação do Dia do Idoso (1º de outubro), o alerta para os cuidados com essa parcela da população se intensifica. O envelhecimento natural reduz a reserva funcional do organismo, tornando o sistema respiratório mais vulnerável. O trabalho do fisioterapeuta com idosos e pacientes acamados foca na preservação da autonomia: “Nosso objetivo não é olhar apenas para a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Devemos pensar no indivíduo de maneira global: respirar melhor para conseguir se movimentar bem, realizar suas atividades e preservar sua autonomia”, reforça o professor Santos.
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