O episódio ilustra o perigo real das baterias de íons de lítio, que podem sofrer o chamado processo de fuga térmica (thermal runaway) quando expostas a danos físicos, curtos-circuitos ou superaquecimento extremo.
Novas regras e o que dizem Anac e Iata
Diante do crescimento de incidentes envolvendo dispositivos eletrônicos e baterias de lítio, órgãos reguladores da aviação civil como a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Iata — estabelecem normas rígidas para passageiros que viajam de avião:
- Obrigatório na bagagem de mão: Os power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão (na cabine com o passageiro). É terminantemente proibido despachar baterias portáteis no porão da aeronave devido ao risco de incêndio invisível e descontrolado;
- Limite de capacidade: Há um limite de até 100 Wh (o equivalente a cerca de 20.000 mAh) por dispositivo para circulação livre sem autorização prévia das companhias aéreas;
- Cuidados de uso a bordo: Os passageiros devem evitar carregar celulares ou outros aparelhos usando power banks embaixo de cobertores, entre as almofadas das poltronas ou em locais sem ventilação adequada. O uso de cabos e carregadores certificados é indispensável para evitar falhas elétricas.
As autoridades reforçam que, em caso de qualquer anomalia com eletrônicos a bordo, a tripulação deve ser comunicada imediatamente. Para acompanhar atualizações sobre segurança no transporte aéreo e notícias do setor, continue no portal.
