Direto da redação
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) solicitou à Defesa Civil, neste sábado (12), a interdição preventiva de uma ponte sobre o Rio Capivari, localizada no município de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A estrutura viária fica situada a cerca de um quilômetro abaixo da barragem da Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza, nas proximidades da área conhecida como A.M.O. Piscicultura.
A ação emergencial é reflexo das chuvas intensas e volumosas que atingiram o Estado nas últimas semanas, promovendo uma rápida subida nos níveis de rios e reservatórios pertencentes à bacia hidrográfica do Atlântico Sudeste. Para gerenciar a capacidade do reservatório e manter a segurança estrutural da barragem, a Copel iniciou o processo de abertura das comportas da represa do Capivari no dia 2 de setembro, liberando o excesso de água acumulada.
Aumento do volume vertido atinge patamar crítico para a circulação viária na região
Desde o início da operação de escoamento, a empresa energética vem aumentando de forma gradativa o volume de água liberado pelo vertedouro. Neste sábado, o fluxo vertido atingiu um patamar de vazão elevado o suficiente para cobrir ou comprometer a estabilidade operacional do trânsito na ponte de acesso local.
Com a perspectiva de que a vazão de água no leito do Rio Capivari permaneça alta ou receba novos incrementos nos próximos dias, a Copel emitiu um alerta formal direcionado à população residente em áreas ribeirinhas e proprietários rurais situados a jusante (abaixo) da barragem. A orientação das equipes técnicas é para que os moradores fiquem atentos à subida rápida das águas e evitem a aproximação das margens do rio ou a travessia de trechos alagados.
Defesa Civil e forças de segurança monitoram o leito do rio e orientam moradores
A Defesa Civil Municipal de Campina Grande do Sul e a Guarda Municipal foram acionadas para efetuar a sinalização e o bloqueio físico do acesso à ponte afetada. Rotas alternativas de tráfego estão sendo mapeadas para atender os moradores e produtores locais que utilizavam o trecho interditado para deslocamento até a sede do município ou áreas vizinhas.
