Direto da redação
Em virtude da reflexão proposta no dia 10 de setembro, data que marca o Dia do Gordo nas redes sociais e no calendário nacional, dados epidemiológicos acendem um alerta para a saúde pública em Curitiba. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesidade na capital paranaense praticamente dobrou em um intervalo de 17 anos.
A pesquisa aponta que, em 2006, cerca de 12,7% dos curitibanos adultos eram classificados com obesidade — condição definida pelo Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30. No levantamento mais recente divulgado pelo órgão federal, o índice alcançou 24,5% dos habitantes. Em termos absolutos, com base nas estimativas populacionais do IBGE, o contingente de pessoas com a condição saltou de 227 mil para aproximadamente 448 mil moradores.
Curitiba ocupa posição intermediária no ranking das capitais e dados revelam maior prevalência feminina
No cenário nacional, Curitiba ocupa a 14ª colocação entre as 27 capitais brasileiras no indicador de obesidade. O município de Macapá (AP) lidera o ranking do Ministério da Saúde, registrando 30,4% de obesos, enquanto Goiânia (GO) apresenta o menor percentual, com 17,7%. No recorte por gênero na capital paranaense, a taxa atinge 26,7% da população feminina, enquanto entre os homens o índice fica em 21,9%.
O estudo do Vigitel também analisou a prevalência do excesso de peso, que inclui pessoas com sobrepeso e obesidade. Em Curitiba, a proporção de moradores acima do peso ideal subiu de 43,7% para 60,3%, o que significa que seis em cada dez curitibanos enquadram-se nessa faixa. Ao contrário do indicador isolado de obesidade, o excesso de peso é mais incidente nos homens (64,7%) do que nas mulheres (56,4%).
Conscientização busca combater a gordofobia e promover o acompanhamento multidisciplinar
Especialistas em saúde pública ressaltam que a obesidade é uma condição médica multifatorial, influenciada por fatores genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de gordura corporal atua como fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e complicações ortopédicas.
