Direto da redação
A fonoaudióloga Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, alcançou um marco significativo em seu tratamento de fisioterapia neurofuncional. A jovem realizou o primeiro treino locomotor com suporte de peso corporal durante o processo de reabilitação após sofrer uma grave lesão medular na capital paranaense. A atividade utiliza equipamentos específicos para suspender parcialmente o peso do paciente sobre uma esteira.
O exercício tem como objetivo principal a ativação do Gerador de Padrão Central (GPC), um complexo conjunto de circuitos neurais localizados na medula espinhal que atua na coordenação de movimentos rítmicos. A aplicação contínua dessa técnica fisioterapêutica fornece estímulos sensoriais e motores essenciais para a região localizada abaixo do nível anatômico da lesão.
Benefícios cardiovasculares e ortostatismo dinâmico
Além do estímulo direto às vias neuromotoras, o treino locomotor na posição vertical proporciona importantes ganhos fisiológicos sistêmicos para a paciente. A manutenção do corpo na posição ereta de forma dinâmica favorece a adequação da pressão arterial e melhora o condicionamento cardiovascular geral.
Ana Beatriz sofreu a lesão medular no dia 13 de julho, após ser atingida por um galho de árvore enquanto caminhava na Praça Osório, no centro de Curitiba. O trauma causou paraplegia imediata devido ao forte impacto na coluna vertebral. Após passar mais de um mês internada sob cuidados intensivos em leito hospitalar, a jovem recebeu alta médica para dar segmento ao acompanhamento fisioterapêutico e médico em caráter ambulatorial.
Tratamento experimental e fases da recuperação
Durante o período em que permaneceu hospitalizada, a paciente passou pela aplicação direta de polilaminina na área lesionada da medula espinhal. A proteína é uma substância experimental investigada em pesquisas científicas como uma alternativa para favorecer a regeneração celular em traumas medulares graves.
