Direto da redação
A fila de pedidos de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma queda histórica no país, atingindo a marca de 1,282 milhão de requerimentos pendentes. O balanço do órgão previdenciário aponta uma redução acumulada de 59% na comparação com o volume apurado no início do ano. A retração mais expressiva ocorreu no montante de processos que aguardavam resposta há mais de 45 dias, que caiu de 1,882 milhão para cerca de 261 mil requerimentos no período.
O recuo do estoque de processos ocorreu paralelamente ao aumento na capacidade operacional de atendimento e análise do órgão federal. Entre os meses de janeiro e julho, o INSS registrou uma média mensal de 730 mil benefícios concedidos aos segurados do país. O indicador supera em 67% o volume médio verificado no mesmo período de anos anteriores.
Prazos médios por modalidade e tempo de decisão
O tempo médio para a tomada de decisão em solicitações previdenciárias estabilizou-se em 35 dias em âmbito nacional, variando conforme a complexidade do pedido. O benefício do salário-maternidade apresenta o menor prazo de análise da lista, sendo concluído em média em 11 dias. Já os requerimentos de aposentadorias e de benefícios por incapacidade levam cerca de 33 e 30 dias, respectivamente.
A fila de espera para o agendamento de perícias médicas presenciais também registrou uma queda de 84% no território nacional. O contingente de segurados aguardando o procedimento caiu de 1,230 milhão para 196.615 no mês de agosto. Consequentemente, o tempo médio de espera para o atendimento pericial baixou para 17 dias, representando um ganho relevante de eficiência logística para os trabalhadores que dependem da concessão do auxílio para manutenção da renda.
Disparidades regionais e atendimento nos estados
Apesar da média nacional favorável, o tempo de atendimento ainda apresenta variações operacionais conforme a unidade da federação. O estado de Mato Grosso do Sul lidera o ranking de rapidez, registrando uma espera média de apenas seis dias para os agendamentos. Em contrapartida, unidades como o Distrito Federal mantêm prazos mais dilatados, alcançando até 38 dias.
