Direto da redação
Os padrinhos de um bebê de quatro meses foram presos em flagrante sob a suspeita de homicídio qualificado no último domingo (23), no município de Ponta Grossa. Exames de necropsia realizados no corpo da vítima apontaram que a causa da morte foi asfixia físico-química. O casal de padrinhos assumiu a responsabilidade de cuidar da criança e de outros dois menores mediante pagamento durante a madrugada.
De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, os genitores do bebê participavam de uma reunião social com os padrinhos quando decidiram ir a uma casa noturna no município. Para viabilizar o passeio, os pais contrataram os padrinhos para cuidarem da criança e de seus dois outros filhos de três e cinco anos. Ao retornar para a residência ao final da manhã, os pais encontraram o bebê já sem sinais vitais no quarto.
Interrogatório policial e constatação de óbito pelo atendimento médico
Durante o interrogatório prestado à autoridade policial, o padrinho relatou que o bebê estava bem e dormindo no momento em que os pais chegaram no imóvel. Contudo, os registros de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) indicam que o óbito havia ocorrido no início ou meio da madrugada. O casal admitiu aos investigadores que dormiu continuamente durante toda a noite sem checar o estado de saúde do recém-nascido.
A Polícia Civil fundamentou a prisão em flagrante sob o entendimento de dolo eventual, no qual os custodiantes assumiram o risco de causar a morte ao omitir os cuidados necessários. Os suspeitos ocupavam a posição de garantidores legais da integridade física do bebê durante o período em que ficaram responsáveis. Os aparelhos celulares de ambos foram apreendidos pela perícia, e a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em preventiva.
Liberação dos pais e trâmites da investigação policial no Paraná
Os pais da vítima prestaram depoimentos à equipe de investigação e foram liberados pela autoridade policial por não estarem na posição direta de garantidores no momento do fato. O inquérito policial prossegue com a realização de diligências complementares para apurar a mecânica exata da asfixia.
