Direto da redação
O mercado de imóveis usados em Curitiba registrou um avanço expressivo no mês de junho, alcançando a marca histórica de R$ 523 mil no ticket médio residencial. O valor representa um crescimento de 6,2% em comparação com maio e uma elevação de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento é do Inpespar/Secovi-PR.
Entre as regiões da cidade, o bairro Centro liderou a preferência dos compradores ao concentrar 7% do total de negócios fechados no período analisado. Na sequência do levantamento figuram os bairros Boqueirão, com 5,9%, e Água Verde, que registrou 5,4% das transações imobiliárias. A lista dos locais mais procurados na capital é completada por Cristo Rei e Portão, empatados com 4,8% da preferência do público comprador.
Alta procura por studios e consolidação do crédito imobiliário
No quesito tipologia, a maior aceleração de vendas ocorreu nos modelos menores, como studios e quitinetes, que tiveram 6% do estoque comercializado no mês. A demanda por apartamentos de dois dormitórios também apresentou crescimento significativo na movimentação de vendas do mercado. Os terrenos mantiveram trajetória contínua de alta nas negociações pelo terceiro mês consecutivo, refletindo o interesse constante por novos projetos construtivos na região metropolitana.
A confiança dos compradores e investidores no segmento habitacional é confirmada pelo elevado volume de operações realizadas via financiamento bancário. Em junho, cerca de 69,7% das aquisições de imóveis usados utilizaram linhas de crédito, atingindo o patamar mais alto registrado desde meados de 2024. A taxa de Venda de Usados Sobre a Oferta (VUSO) residencial superou o índice do ano passado em 0,8 ponto percentual.
Perspectivas do setor e acompanhamento de dados de mercado
O presidente do Inpespar atribui o aquecimento do setor à atratividade econômica de Curitiba nos segmentos de tecnologia, educação e turismo. O alinhamento dos preços de usados acompanha a elevação geral dos insumos construtivos e o custo de vida nas capitais do país. O equilíbrio entre oferta e demanda sinaliza estabilidade para proprietários e corretores no segundo semestre.
