Direto da redação
O padre Binu Joseph foi preso preventivamente na última terça-feira (11) no município de Paranaguá, no Litoral paranaense. A ordem judicial de prisão foi expedida após o religioso descumprir medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário. A ação contou com o parecer favorável do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR). O investigado teria abordado e orientado testemunhas ligadas aos processos criminais em que figura como réu na comarca.
A conduta do sacerdote foi avaliada pelos promotores de Justiça como uma ameaça direta à instrução processual. Binu Joseph foi condenado em março deste ano pela 2ª Vara Criminal a dois anos e 11 meses de prisão. A sentença determinou o cumprimento inicial em regime semiaberto pelo crime de violação sexual mediante fraude. O delito ocorreu em 2022 durante um atendimento espiritual realizado com uma jovem de 20 anos em uma paróquia.
Intervenção do MPPR e pedido de prisão preventiva
A solicitação para a decretação da prisão preventiva partiu da 3ª Promotoria de Justiça da comarca de Paranaguá. A medida cautelar extrema visa proteger as testemunhas e assegurar que as provas sejam colhidas sem interferências externas. Com o novo decreto de prisão, o religioso foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Judiciário. A apuração sobre a tentativa de coação continuará sendo examinada rigorosamente no decorrer das investigações locais.
Os advogados encarregados da defesa do padre confirmaram que a prisão preventiva tramita em segredo de Justiça. A equipe jurídica destacou que a exposição de detalhes sobre procedimentos sigilosos traz prejuízos ao andamento do processo. Segundo a nota enviada pelos defensores, o sigilo legal deve ser preservado para garantir a lisura das apurações.
Posicionamento da defesa e convicção de inocência
Em nota oficial encaminhada à imprensa, os advogados afirmaram manter plena e absoluta convicção na inocência do sacerdote. A defesa alegou que Binu Joseph possui histórico idôneo e jamais compactuou com qualquer ato ilícito na conduta sacerdotal. Os representantes legais afirmam que todas as acusações apresentadas serão devidamente esclarecidas durante o julgamento final da demanda.
