Uma pane mecânica em um ônibus metropolitano causou forte transtorno ao transporte coletivo de Curitiba na tarde desta quinta-feira (6). O veículo da linha de Araucária quebrou exatamente na alça de acesso ao Terminal Capão Raso, um dos mais movimentados da capital. O bloqueio impediu a entrada de outros coletivos, formando uma longa fila de biarticulados ao longo da canaleta exclusiva. O incidente gerou atrasos em diversas linhas urbanas que atendem a Zona Sul.
Passageiros abandonam coletivos e seguem a pé pela canaleta
Diante do bloqueio e da demora na liberação da via, centenas de passageiros optaram por desembarcar dos ônibus parados. Muitos usuários decidiram seguir o trajeto a pé pela canaleta para alcançar a plataforma do Terminal Capão Raso. A cena de pessoas caminhando entre os veículos chamou a atenção de quem passava pela Avenida República Argentina. A situação exigiu atenção redobrada dos motoristas da frota para evitar atropelamentos ou acidentes com os pedestres na pista.
Agentes de trânsito e equipes da Urbanização de Curitiba (URBS) foram acionados para coordenar o fluxo e organizar o transbordo. A empresa responsável pelo veículo de Araucária enviou um guincho para realizar a remoção da unidade avariada do local. Apesar da confusão e do longo tempo de espera, não houve registro de pessoas feridas durante o desembarque de emergência. O tráfego de passageiros na estação foi restabelecido gradativamente após o recolhimento do ônibus quebrado.
Impacto nos horários das linhas e normalização do sistema de transporte
A pane no trecho de acesso refletiu em atrasos no itinerário de linhas expressas que conectam o Capão Raso ao Centro. Passageiros que aguardavam nas estações-tubo vizinhas relataram incômodo com a falta de informações nos painéis durante o pico do problema. A URBS reforça que manutenções preventivas nos veículos metropolitanos são de responsabilidade das concessionárias que operam o sistema. A frota reserva precisou ser acionada para reequilibrar a tabela de horários nos bairros atingidos.
A liberação total da pista permitiu o fluxo normal das canaletas antes do início do horário de maior movimento noturno. O episódio reacendeu debates entre usuários sobre a necessidade de rotas de escape operacionais na entrada dos terminais urbanos. A prefeitura e a coordenação metropolitana acompanham os relatórios técnicos para apurar as causas da falha mecânica no coletivo. Para conferir mais notícias sobre trânsito, mobilidade urbana e transporte público em Curitiba, continue no nosso portal.
