Direto da redação
O Aeroporto Internacional Afonso Pena figurou entre os terminais brasileiros com maior volume de voos afetados por atrasos prolongados no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento da AirHelp, empresa especializada em direitos dos passageiros aéreos, o terminal registrou 130 voos com atrasos superiores a duas horas. Do total apurado na estrutura, 60 conexões sofreram atrasos ainda mais graves, ultrapassando três horas de espera.
A alta nas retenções de voos acompanhou o crescimento do fluxo de passageiros nos aeroportos de todo o País. Nos primeiros seis meses do ano, mais de 516 mil viajantes enfrentaram atrasos superiores a duas horas em solo nacional, contra 443 mil no mesmo período do ano anterior. Nos atrasos acima de três horas, o número de passageiros prejudicados saltou de 209 mil para 257 mil.
Cancelamentos operacionais mostram recuo apesar do aumento de passageiros
Apesar das complicações com horários, o indicador de cancelamentos de voos apresentou evolução positiva no cenário nacional. No primeiro semestre do ano passado, cerca de 1,2 milhão de passageiros foram afetados por cancelamentos comunicados até 30 dias antes da viagem. No mesmo período deste ano, esse contingente recuou para aproximadamente 1,1 milhão de pessoas nos terminais do País.
O diretor-geral da AirHelp no Brasil, Luciano Feltrin, destacou que a redução nas interrupções avisadas com pouca antecedência é um avanço operacional importante. Contudo, o executivo ressaltou que a marca de um milhão de passageiros impactados por cancelamentos demonstra que as falhas de malha continuam sendo um desafio relevante para o setor da aviação civil.
Demanda por viagens aéreas cresce e pressiona a malha nacional
A elevação nos índices de atraso ocorreu paralelamente ao salto expressivo no volume total de passageiros em trânsito no Brasil. No primeiro semestre deste ano, os aeroportos nacionais movimentaram 64,1 milhões de passageiros. O número representa um acréscimo de 11,6 milhões de viajantes em relação aos 52,4 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. A combinação entre o aumento expressivo da demanda por passagens e gargalos operacionais pontuais acabou pressionando a pontualidade das companhias aéreas.
