O combate à dengue em Curitiba ganhou um forte aliado no engajamento infantil por meio da criatividade e da inovação pedagógica. O agente de combate a endemias Marcelo Prussak desenvolveu protótipos mecânicos e maquetes interativas para ensinar crianças a prevenir focos do mosquito Aedes aegypti. Movido pelo desejo de otimizar o trabalho educativo nas escolas, o servidor transformou materiais simples em modelos realistas que simulam a anatomia do vetor. As invenções capturam a atenção dos estudantes, que multiplicam as orientações de prevenção em casa com os familiares.
Invenções com asas móbiles e maquete com trem elétrico
Utilizando sua experiência anterior como soldador, o agente projetou duas réplicas anatômicas do mosquito com asas articuladas, movimento de cabeça e sucção. As peças foram esculpidas em isopor com revestimento de tecido para dar textura realista e engrenagens internas de acionamento mecânico. Além dos mosquitos, Prussak criou uma maquete urbana com um trem elétrico que percorre locais críticos de acúmulo de água parada. Os modelos educativos mapeiam cemitérios, calhas, caixas d’água e vasos para ilustrar de forma visual onde o perigo se esconde.
Pela habilidade manual e criatividade nas montagens, o servidor de 50 anos recebeu o apelido carinhoso de “Professor Pardal” entre os colegas do Distrito Sanitário Matriz. Os protótipos fazem sucesso em apresentações escolares, como a realizada na Escola Municipal Irmãos Rebouças, onde despertaram pesquisas espontâneas sobre os sorotipos do vírus. A abordagem lúdica facilita a assimilação do conteúdo e fortalece a parceria entre a comunidade escolar e a área de saúde pública. O trabalho transforma os pequenos cidadãos em fiscais ativos contra os criadouros.
Rotina dos agentes e ações integradas de combate ao vetor
A atuação dos agentes de endemias na capital divide-se em campanhas contínuas de conscientização, vistorias em imóveis e eliminação direta de depósitos de água. O trabalho de campo inclui parcerias com instituições de ensino, associações de bairro e empresas para ampliar a varredura contra as larvas. As equipes realizam também o monitoramento epidemiológico dos casos suspeitos na cidade e orientam o encaminhamento de pacientes para as Unidades Básicas de Saúde. A integração das ações educativas com o trabalho técnico tem garantido avanços na contenção de surtos.
