Um homem de 45 anos foi preso pela Polícia Militar após agredir violentamente a companheira e sequestrar ela e o próprio filho, de seis anos, na localidade de Água Amarela de Cima, em Antônio Olinto, no sul do Paraná. O crime ocorreu na terça-feira (14), quando a vítima tentou fugir das agressões e pedir ajuda a familiares. Durante a tentativa de socorro, o agressor provocou o capotamento do veículo da família e levou as vítimas sob ameaça de morte.
Capotamento, ameaças e buscas em área de mata
De acordo com o boletim oficial da Polícia Militar, os familiares tentavam encaminhar a mulher ferida até uma delegacia quando o suspeito colidiu intencionalmente contra o carro deles, causando o acidente. Armado com uma faca, o agressor ameaçou as testemunhas, confiscou seus aparelhos celulares e fugiu levando a esposa e a criança. As buscas começaram imediatamente na região de mata fechada, para onde o suspeito havia levado as vítimas.
Durante a noite de terça-feira, o homem liberou a mãe e o filho na mata e continuou a fuga sozinho. A operação de resgate contou com incursões terrestres intensas e apoio aéreo de um helicóptero da corporação. Cerca de 30 horas após o início das diligências, o foragido foi avistado em um veículo suspeito na rodovia federal BR-476, iniciando uma perseguição em alta velocidade que colocou em risco outros motoristas.
Perseguição policial e prisão de comparsa
O veículo utilizado na fuga foi interceptado após acompanhamento tático e desobediência à ordem de parada. O motorista do carro, que é familiar do agressor e tentava ajudá-lo a escapar, resistiu à prisão e precisou ser contido pelos policiais com o uso de uma pistola de choque (taser). Com o suspeito das agressões domésticas, que estava no banco do passageiro, a equipe policial encontrou diversas munições de revólver calibre .38.
A Polícia Civil do Paraná assumiu a investigação e está ouvindo testemunhas, familiares e as vítimas para finalizar o inquérito policial nos próximos dias. Os dois homens detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e permanecem à disposição da Justiça. Para preservar a segurança e o bem-estar psicológico da mulher e do menino de seis anos, as autoridades policiais optaram por não revelar as identidades dos envolvidos.
