Uma ação tática integrada entre as forças de segurança pública do estado resultou na desarticulação rápida de um esquema de extorsão violenta que chocou a região dos Campos Gerais pela crueldade e pelos laços de consanguinidade entre os envolvidos. A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR), prendeu em flagrante dois homens acusados de chantagear e ameaçar de morte uma família. As capturas ocorreram no município de Imbaú, poucas horas após o crime de extorsão ser consumado em Ponta Grossa.
Ameaça a criança e falsa facção
As investigações apontam que os criminosos iniciaram o monitoramento da vítima por meio do envio de mensagens de texto e áudios em aplicativos de celular. Nos textos, os suspeitos alegavam falsamente integrar uma facção criminosa de alta periculosidade e exigiam o pagamento imediato de R$ 30 mil para não consumar um atentado a tiros contra a residência. Para inflacionar o pânico psicológico, os investigados direcionaram ameaças explícitas ao neto da vítima, uma criança de apenas 6 anos de idade. Sob forte coação, a família negociou a redução do valor para R$ 10 mil.
A entrega do dinheiro foi realizada em um ponto combinado na cidade de Ponta Grossa, e os suspeitos fugiram embarcados em um automóvel logo em seguida. Assim que o gabinete de polícia judiciária foi acionado, o delegado Luís Timossi coordenou o rastreamento do veículo de fuga, utilizando o cruzamento de dados de câmeras de monitoramento viário e depoimentos técnicos de testemunhas. A barreira montada pelos patrulheiros interceptou o carro no perímetro urbano de Imbaú, efetuando a prisão da dupla.
Irmão mentor e tornozeleira eletrônica
A identificação dos suspeitos revelou um componente de traição familiar de grande impacto: um dos executores do crime é irmão legítimo da vítima e, inclusive, já se encontrava sob monitoramento do sistema prisional por meio do uso de uma tornozeleira eletrônica ativa. Durante os procedimentos de busca veicular, os policiais militares recuperaram a quantia de R$ 7,9 mil em espécie e apreenderam dois aparelhos celulares. A perícia técnica imediata confirmou que um dos dispositivos apreendidos continha a conta digital usada para disparar as ameaças de morte.
Diante do flagrante e da robustez das provas periciais, um dos investigados confessou formalmente a autoria do crime durante o interrogatório, apontando o irmão da vítima como o mentor intelectual e planejador de toda a ação tática de extorsão. Os dois homens receberam voz de prisão e foram transferidos para o sistema penitenciário regional da Comarca, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário. O monitoramento das contas bancárias dos envolvidos continuará ativo para identificar se houve a participação de terceiros na lavagem do restante do dinheiro.
