Direto da redação
O funcionamento da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) custa R$56,97 por morador ao ano. Um levantamento com base na execução orçamentária das 26 Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal revela a eficiência local. O dado aponta que o parlamento paranaense possui o segundo menor custo por habitante entre todos os Legislativos estaduais do Brasil. A estrutura fica atrás somente da Assembleia de São Paulo, cujo orçamento representa R$31,00 por habitante paulista.
Ao dividir os seiscentos e setenta e quatro milhões de reais gastos pela população total do Paraná, chega-se ao valor individual baixo. O cálculo utiliza a estimativa de onze milhões e oitocentos mil habitantes calculada oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois da Assembleia do Paraná, aparecem no ranking nacional os Legislativos do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.
Política permanente de racionalização reduz despesas em várias áreas
De acordo com as informações da assessoria de imprensa da Alep, o desempenho positivo é reflexo de uma política permanente. A atual gestão adota medidas rígidas de racionalização de gastos institucionais e cortes de desperdícios nos gabinetes. A Casa de Leis executou pouco mais da metade do orçamento total que estava disponível para o período financeiro.
A Lei Orçamentária Anual reservava inicialmente um bilhão e duzentos e sessenta milhões de reais para o funcionamento do Poder Legislativo. Ao reforçar a sua política interna de economicidade, a Assembleia despendeu naquele exercício apenas cinquenta e três por cento do montante. Quase metade da verba foi devolvida ao governo do Paraná de forma voluntária pela Mesa Diretora.
Recursos devolvidos financiam asfalto e novas creches no Estado
Os milhões poupados pela Alep ajudam a financiar programas governamentais importantes que estão em pleno andamento no ano de 2026. Entre as ações beneficiadas estão o programa Asfalto Novo, Vida Nova, voltado para a pavimentação urbana de municípios. Outro projeto que recebe os aportes é o Infância Feliz, que trabalha na construção de trezentas novas creches.
