Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma megaoperação na manhã desta terça-feira, trinta de junho, para desarticular uma associação criminosa altamente especializada em crimes patrimoniais. O grupo realizava roubos e furtos sistemáticos no interior de veículos e estações-tubo do transporte coletivo de Curitiba. Com o apoio aéreo de um helicóptero, dezenas de policiais foram às ruas para cumprir vinte e duas ordens de prisão preventiva e vinte e sete mandados de busca e apreensão.
As investigações técnicas foram iniciadas em fevereiro deste ano pela PCPR, em uma parceria de inteligência com a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs). O trabalho revelou que a dinâmica operacional do bando baseava-se em uma complexa engenharia de distração. Os suspeitos agiam em núcleos de quatro a dez indivíduos dentro dos ônibus nos horários de pico.
Quadrilha usava superioridade numérica e focava em vítimas idosas
Enquanto parte do bando utilizava a superioridade numérica para fazer um cerco físico e anular a percepção do alvo, o executor principal usava blusas ou mochilas para camuflar a ação das mãos. A investigação apurou de forma cabal que a escolha das vítimas era estratégica e seletiva, tendo como alvo prioritário pessoas idosas pela maior vulnerabilidade física. Logo após a consumação do furto, os indivíduos repassavam os bens rapidamente entre si para dificultar a configuração de um flagrante.
Golpes com aproximação e fraudes no validador de passagem geravam prejuízos
De posse dos cartões bancários roubados, os criminosos efetuavam múltiplas compras na modalidade por aproximação, limitando os valores em até cento e noventa e nove reais para burlar a exigência de senha. Em alguns episódios, os golpistas operavam com máquinas de cartão portáteis escondidas em mochilas para processar as transações fraudulentas de forma instantânea dentro dos coletivos.
Para burlar o sistema de biometria facial instalado nas catracas dos ônibus, os investigados adotavam táticas de ocultação para fraudar a fiscalização da Urbs. No exato momento da validação dos cartões, os criminosos obstruíam a lente da câmera posicionando estrategicamente os dedos, além de utilizar bonés, capuzes e óculos escuros.
